Colaboração e Aprendizado: Cross-Training

crosstrainingDesign­ers Instru­cionais podem aproveitar práti­cas infor­mais para trazer var­iedade aos seus pro­gra­mas de treinamento.

A troca de con­hec­i­mento entre pares ofer­ece uma alter­na­tiva ao apren­dizado em sala de aula e incen­tiva a colab­o­ração. Ativi­dades práti­cas pos­si­bili­tam vivên­cia nas com­petên­cias tra­bal­hadas por um pro­grama de treina­mento. Há algum tempo a revista amer­i­cana “Inc.” pub­li­cou um artigo sobre os bene­fí­cios do “Cross-Training”, uma modal­i­dade de treina­mento que existe em diver­sas empre­sas, mas com difer­entes nomes. Cross-training é a opor­tu­nidade dada aos profis­sion­ais para exper­i­men­tar áreas difer­entes da que ele atua, pro­por­cio­nando uma visão mais geral de todo o processo.

Os bene­fí­cios são diversos:

  • o processo de decisão  mel­hora, pois são con­sid­er­adas as con­se­quên­cias além dos lim­ites de cada área; soluções mais cria­ti­vas e colab­o­ra­ti­vas que não seriam pen­sadas por quem não con­hece os proces­sos de out­ras áreas;
  • maior com­pro­me­ti­mento com as neces­si­dades de out­ros times, já que as pes­soas tem mais facil­i­dade de ado­tar um com­por­ta­mento quando sabem qual é a motivo por trás da regra;
  • recon­hec­i­mento dos profis­sion­ais como deten­tores de con­hec­i­men­tos impor­tantes que con­tribuirão com o desen­volvi­mento dos colegas;
  • var­iedade no for­mato de treina­mento, a opor­tu­nidade de apren­der fora da sala de aula criar inter­esse entre os participantes.

Em minha exper­iên­cia, pude obser­var as van­ta­gens do “cross-training” entre as equipes de venda e pós-venda. O vende­dor que pres­en­ciou o transtorno de explicar para o cliente porque deter­mi­nado pro­duto não foi entregue den­tro do prazo prometido, terá muito mais cuidado ao se com­pro­m­e­ter  com pra­zos inviáveis somente para garan­tir a venda. Assim como equipes de pós-venda e suporte se tor­nam muito mais aten­tas à importân­cia de “cuidar” de um cliente insat­is­feito quando con­hece os desafios enfrenta­dos pela equipe de vendas.

Para os profis­sion­ais de Design Instru­cional, não só é impor­tante con­tar com a fer­ra­menta de Cross-Training, mas tam­bém con­sid­erar essa modal­i­dade de exper­iên­cia de apren­dizado como qual­quer outra. Ou seja, como parte de um cur­rículo, que deve ser estru­tu­rada, plane­jada e avali­ada como qual­quer outro pro­grama, den­tro ou fora de classe.

Alguns cuida­dos ao ado­tar o cross-training:

  • sig­ilo das infor­mações: algu­mas áreas tra­bal­ham com dados sen­síveis aos quais nem todos na orga­ni­za­ção podem ter acesso.
  • clareza no processo: todos os envolvi­dos devem saber qual é o propósito desta ativi­dade para que não ocor­ram sus­peitas de que os profis­sion­ais estão sendo avali­a­dos ou vigiados.
  • relevân­cia do con­teúdo: a área em que os par­tic­i­pantes serão treina­dos deve ter relevân­cia para o tra­balho que realizam.

Como todo o tipo de ativi­dade, o cross-training não se aplica a todo tipo de situ­ação. Mas se sua análise de neces­si­dades aponta essa modal­i­dade de apren­dizado como uma solução viável e inter­es­sante, aproveite para usar mais esse recurso e divida conosco quais foram os resul­ta­dos da sua experiência.

O artigo da revista Inc. aqui. (em inglês)

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