7 maneiras de melhorar seus questionários (surveys)

Con­fira alguns cuida­dos para mel­ho­rar o resul­tado de ques­tionários volta­dos para Design Instrucional

Ques­tionários ou Sur­veys são usa­dos em difer­entes fases do Design Instru­cional, como por exem­plo durante o lev­an­ta­mento de neces­si­dades de apren­dizado, ou na avali­ação de reação, prin­ci­pal­mente para cole­tar infor­mações de um grupo grande pes­soas. Por serem uti­liza­dos tão fre­qüen­te­mente e nas mais diver­sas situ­ações, ques­tionários podem pare­cer fáceis tanto em sua cri­ação, quanto em sua apli­cação e inter­pre­tação de resul­ta­dos, mas essa é uma falsa per­cepção. Profis­sion­ais que uti­lizam ques­tionários para fins de pesquisa cien­tí­fica devem seguir rig­orosos critérios metodológi­cos para que o resul­tado do seu tra­balho seja con­sid­er­ado válido. Ainda que nem todos esses requer­i­men­tos sejam necessários para o uso de ques­tionários em Design Instru­cional, algu­mas práti­cas podem aumen­tar a qual­i­dade e con­fi­a­bil­i­dade do resul­tado obtido através dessa ferramenta.

1. Crie um ques­tionário especí­fico para os seus obje­tivos: A pior forma de começar a criar um ques­tionário é ten­tando adap­tar algum ques­tionário uti­lizado no pas­sado, ou usando “mod­elo padrão” cri­ado para servir em qual­quer situ­ação. Antes de começar a procu­rar for­mas de agilizar o tra­balho, pense em seu obje­tivo especí­fico e em quais são as infor­mações que você real­mente gostaria de obter dos par­tic­i­pantes. “Como você avalia o ambi­ente físico do treina­mento (sala, ar condi­cionado, cadeiras)” são per­gun­tas úteis somente quando real­mente existe a pos­si­bil­i­dade de fazer alguma mel­ho­ria nesse aspecto, caso con­trário podem criar uma expec­ta­tiva que será frustrada no futuro.

Per­gun­tas especí­fi­cas tam­bém fazem com que o par­tic­i­pante reflita mel­hor antes de respon­der. A per­gunta “Qual é a relevân­cia do con­teúdo apren­dido para o seu tra­balho?” tem maior chance de ser respon­dida rap­i­da­mente sem muita atenção do que a per­gunta: “Quan­tas vezes você uti­liza o sis­tema <nome especí­fico do sis­tema> no seu dia-a-dia?”

2. Man­tenha o ques­tionário sim­ples e curto: A qual­i­dade das respostas do seu ques­tionário será inver­sa­mente pro­por­cional ao número e à com­plex­i­dade das per­gun­tas. Use frases sim­ples e pro­cure obter as infor­mações necessárias com o menor número de per­gun­tas, ainda que isso sig­nifique ter duas ou três per­gun­tas, depen­dendo da situação.

Uma exce­lente prática é fazer um teste antes da apli­cação do ques­tionário com alguém que não par­ticipou da sua cri­ação. A pes­soa deve ser capaz de respon­der as per­gun­tas somente com as infor­mações forneci­das. Esse cuidado ajuda a iden­ti­ficar mudanças na forma como o ques­tionário foi escrito ou orga­ni­zado que podem evi­tar prob­le­mas no momento da aplicação.

3. Facilite a com­para­ção dos dados: Resul­ta­dos de ques­tionários são anal­isa­dos de forma con­sol­i­dada, use per­gun­tas aber­tas somente quando não for pos­sível pre­de­ter­mi­nar as pos­síveis respostas. Se necessário, crie per­gun­tas que aju­dem a iden­ti­ficar difer­enças entre os par­tic­i­pantes que pos­sam explicar difer­enças em suas respostas. Exem­plo: idade, área de atu­ação, tempo de experiência.

4. Con­sidere o uso de uma alter­na­tiva neu­tra em escalas: Essa é uma polêmica entre profis­sion­ais de design instru­cional. Ques­tionários de escala, tam­bém con­heci­dos como “Escala Lik­ert” são aque­las em que o par­tic­i­pante sele­ciona opções como “Dis­cordo total­mente”, “Dis­cordo par­cial­mente”, “Con­cordo par­cial­mente” ou “Con­cordo Totalmente”.

Enquanto algu­mas pes­soas acham impor­tante ter um número par de alter­na­ti­vas em escalas como essa, já que “forçam” o respon­dente a escol­her um lado (con­corda ou não con­corda); out­ras pes­soas (grupo no qual me incluo) acred­i­tam que “forçar” um par­tic­i­pante a respon­der algo de forma que ele não respon­de­ria nat­u­ral­mente nunca é uma boa idéia. Esse segundo ponto de vista se baseia na idéia de que “Neu­tro” é uma resposta vál­ida e que deve ser cap­turada pela pesquisa.

5. Con­sidere as van­ta­gens e desvan­ta­gens de respostas anôn­i­mas: A pos­si­bil­i­dade de respon­der um ques­tionário de forma anôn­ima pode con­tribuir para respostas mais hon­es­tas ou não. Tudo vai depen­der da sen­si­bil­i­dade dos assun­tos envolvi­dos, da cul­tura da orga­ni­za­ção (empresa, escola ou outro) e dos próprios par­tic­i­pantes. Ava­lie se é necessário criar esse ambi­ente pro­te­gido para que as pes­soas se sin­tam mais à vontade.

6. Uma per­gunta de cada vez: Este é um dos erros mais fre­qüentes. Per­gun­tas como “Você con­sid­era o tempo de treina­mento e con­teúdo ade­qua­dos?” não tem nen­huma util­i­dade. Ainda que se obtenha muitas repostas e que os par­tic­i­pantes ten­tem respon­der hon­es­ta­mente, é impos­sível saber se o resul­tado se ref­ere ao tempo ou ao con­teúdo de treina­mento. Neste caso é mel­hor criar duas per­gun­tas sep­a­radas ou avaliar se ape­nas um dos itens é necessário.

7. Planeje com ante­cedên­cia o tempo de apli­cação do ques­tionário: A última prática não está rela­cionada com a cri­ação, mas é muito impor­tante. Um exce­lente ques­tionário respon­dido às pres­sas ou igno­rado pelos par­tic­i­pantes que têm out­ros com­pro­mis­sos não vai trazer nen­huma infor­mação de valor. Garanta que todos terão tempo de respon­der o ques­tionário, incluindo essa ativi­dade no pro­grama da sua exper­iên­cia de aprendizado.

 

 

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